O que é um blog? a blogosfera é o futuro da comunicação?

Definição:
Explicando para aqueles que acreditam que para um bom entendedor meia palavra basta. Blog é uma forma de expressão com liberdade, sem restrição e censuras. Sem ninguém para corrigir ou editar seu texto. É um diário aberto onde suas idéias e anotações, lembretes e fotos tornam-se públicas e permite que outros comentem pois é um livro virtual e aberto. Hoje o blog é uma febre, um vírus que vicia e contamina ou um incubador de vírus. Embora ainda caminhando à passos lentos, é uma ferramenta utilizada por profissionais de comunicação como meio de informação institucional e para divulgar produtos e ou serviços devido ao fato de permitir uma maior interação com o consumidor. Num conceito puramente teórico, blog compõe a chamada mídia social responsável pela disseminação de conteúdos na rede considerada de mão dupla, onde o leitor participa do processo comunicacioanal de forma ativa. Deixa de ser mero receptor passivo de informação. Outra característica das redes sociais é o uso de linguagem dotada de informalidade e criatividade, mesmo assim há muitos blogs com excelente conteúdo de informação afinal tem muita vida inteligente na rede.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Cronologia da Comunicação


A Era da Fala
A fala surge quando grunhidos, gestos, expressões faciais e o uga-uga da Pré-História não são mais suficientes, porém não existe ou não foi descoberto nenhuma referência científica ou registro que demarcam o momento que o homem começou a verbalizar. Acredita-se que a escrita é anterior a fala. A comunicação oral e o poder do discurso sempre foram reconhecidos, no decorrer da história, como principal instrumento para difundir informações. Na era medieval os sermões de padres e frades eram obrigação aceita e estes modificavam o seu discurso conforme a platéia, por isso alguns pesquisadores descreve os púlpitos católicos como "meios de comunicação em massa". O boca-a-boca nunca perdeu importância, principalmente nos espaços públicos.

A Era da Escrita
A escrita originou a partir de desenhos. A escrita libera o cérebro da tarefa de memorizar. Com ela, o saber pode ser acumulado fora do corpo e é possível deixar registros que serão vistos mesmo depois da morte. A palavra escrita torna-se sagrada e os livros, pilares das religiões. Cada cultura desenvolveu sua escrita de forma independente e peculiar. A mensagem é eternizada. A escrita foi o principal fator que provocou o desenvolvimento do Estado e das Cidades.
8000 a.C. Os primeiros registros que indicam o nascimento da escrita, encontrados em cavernas, são desta data
4000 a.C. Pesquisadores descobrem que já havia serviço de correio entre chineses
3.700 a.C. Embora haja controvérsia quanto a data é nesse período que os egípcios descobrem a forma de fazer papel
3500 a.C. Os egípcios criam os hieróglifos

A Era da Imprensa
A prensa, inventada por Gutenberg em 1452, permitiu a reprodução fiel e a difusão de uma mesma mensagem. Os acontecimentos circulam com rapidez. Notícias ganham alcance continental, de forma periódica. Instala-se a idéia da liberdade de imprensa: é preciso dizer tudo. A invenção do jornal impresso alterou a natureza da cultura oral.
59 a.C. Data que marca a existência do único jornal a serviço do império Romano
305 d.C. Registros marcam que as primeiras prensas de madeira foram inventadas na China.
713 d.C. Em Pequim foi feito o primeiro jornal em papel feito em na China
1450. Os primeiros jornais manuscritos aparecem na Europa
1650. Primeiro jornal diário aparece na Alemanha

A Era do Fio
O ar é um suporte mais dinâmico e democrático do que as folhas de papel. Com os veículos "de massa", é possível atingir uma multidão de anônimos. As ondas do rádio encurtam distâncias. O telégrafo e o telefone possibilitam a comunicação instantânea - com a interação quase imediata de emissor e receptor - e, por isso, funcionam quase como extensões do corpo. A mensagem sem fronteiras
1835. O telégrafo elétrico é inventado por Samuel Morse
1876. Alexander Graham Bell patenteia o telefone elétrico
1887. Emile Berliner inventa o gramofone

A Era do Rádio
Basicamente o rádio inaugura a era da comunicação por meio da de sinais eletromagnético cujas transmissões se destinam ao público ouvinte difusão tecnologia. O rádio marca um período de transformação para a história da comunicação é partir dele que nasce a televisão cuja base é a transmissão por ondas sonoras à longa distância.
1894. O italiano Marconi inventa o rádio. Trinta anos depois, o veículo está no auge da sua popularidade
1899. Primeira gravação magnética, ponto de partida de fitas cassete
1948. Inventado o LP de vinil de 33 rotações

A Era da Televisão
A televisão inova o conceito de som transmitido por meio radiocomunicação ao acrescentar sinais visuais. A comunicação audiovisual poupa-nos o esforço da imaginação. Da urgência de captar o movimento de uma sociedade industrializada, surge a fotografia. Logo o cinema cria a ilusão do movimento real. A TV traz o mundo para dentro da sala - e, com ele, as mensagens publicitárias. Há uma nova maneira de perceber o planeta: é o começo da globalização A ilusão do mundo real.
1827. Joseph Nicéphore Niépce faz a primeira fotografia de que se tem notícia
1888. Aparece a câmera fotográfica de filme de rolo
1895. Os irmãos Lumière inventam o cinema na França
1910. Thomas Edison faz a demonstração do primeiro filme sonoro
1923. A televisão é inventada por Vladimir Kosma Zworykin
1927. Primeira transmissão de televisão na Inglaterra
1934. Inventado o videotape

A Era do Computador
O mundo virtual é um imenso arquivo de dados sempre disponível. Não há fronteiras: tudo está ligado em rede planetária. E um minúsculo aparelho é capaz de nos dar acesso a todo esse universo. Os impactos da internet mudam as relações de trabalho, o aprendizado e a vida social. É preciso rever alguns conceitos, como a liberdade de expressão. Tudo ao mesmo tempo agora

1971. Surge o primeiro disquete de computador
1976. Inventado o computador pessoal Apple I
1981. Vendido o primeiro PC da IBM
1994. Nasce a World Wide Web

A Era Digital
A introdução da internet no cotidiano das pessoas, tanto nas relações pessoais como nas profissionais e acadêmicas, possibilita maior volume de circulação de comunicação informação oriunda de diversas fontes. Há também a descentralização do processo de produção e veiculação de notícias. Escapa das mãos de qualquer editor ou censor dos veículos de comunicação de massa. Acredita-se, que a internet subverte a autoridade política, ao mesmo tempo e que enfraquece as formas estatais de controle. A rede também é considerada um lugar de continuidade da cidadania, uma cidadania que se articula. Por este motivo a era digital marca o tempo da liberdade de expressão.
Entramos num novo paradigma de comunicação. A virada do milênio extrapola a expectativa da ficção cientifica e começa a fazer parte da realidade do dia-a-dia, trocamos, passamos e buscamos informações em qualquer lugar do mundo. Conversamos por meio de vídeo conferência, falamos com outro através de câmara digital, trocamos dados por celular seja fotos, textos sons. Temos a possibilidade de nos comunicar por meio de computador portátil que carregamos na bolsa, na mão.
Li um trecho encontrado na apresentação do livro Cibercultura de Lévy e vou reproduzir parte aqui. Diz o seguinte,”(...) estamos vivendo a abertura de um novo espaço de comunicação, e cabe apenas a nós explorar as potencialidades mais positivas deste espaço no plano econômico, político, cultural e humano. Que tentamos compreendê-lo, pois a verdadeira questão não é ser contra ou a favor, mas sim reconhecer as mudanças qualitativas(...)”.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Conferência e modelo participativo


PUC - Referência acadêmica

A Etapa da Conferência Livre de Segurança Pública da PUC-SP alcançou os objetivos colimados, na medida em que a Universidade deu sua contribuição na efetivação da democracia participativa na construção de outro paradigma de Segurança Pública, como um dever ético político, em conjunto com a sociedade civil organizada e trabalhadores da área da segurança pública, como algo pioneiro e se tornando uma referência nacional.
Dessa forma, a PUC-SP contribui com a transformação de um modelo de segurança pública velho, exaurido, em um novo paradigma tanto em termos da segurança pública como em termos de novas estruturas de órgãos policiais, comprometidos com a defesa da dignidade da pessoa humana, com a defesa da vida e do bem-estar social dos cidadãos e das cidadãs brasileiros, tornando a segurança pública um direito fundamental, sob a prevalência dos direitos humanos, propiciando ao povo e aos policiais a possibilidade de galgarem patamares superiores de cidadania, na construção de uma cultura de não-violência, de uma cultura da paz.
De importante, a Conferência Livre de Segurança Pública da PUC-SP fez relevante reflexão sobre as diversas manifestações da violência e da criminalidade, decorrentes de uma sociedade marcada por profunda desigualdade social, alta concentração da riqueza e uma das piores distribuições de renda do mundo. A impunidade, especialmente daquelas pessoas que detém poder econômico e influência política, com altos índices de corrupção e de uma elite despojada de padrões éticos e morais, que banaliza a violência e a criminalidade e, tanto pior, privatiza o Estado e suas instituições para preservar o status quo.
Nesse sentido, a Conferência Livre de Segurança Pública da PUC-SP buscou a consolidação de um novo conhecimento pautado pela interlocução científico produzido na Universidade com o saber técnico dos profissionais da área da Segurança Pública, fortalecido com o saber e a legitimidade dos movimentos populares e sociais que por último definem qual o paradigma de Segurança Pública devemos construir. Veja, logo abaixo, a integra o resultado, todos os princípios e diretrizes que foram extraídos da conferência

quinta-feira, 21 de maio de 2009

PUC São Paulo realiza Conferência em Segurança Pública

Será realizada na PUC de São Paulo em 30 de maio a Conferência Livre em Segurança Pública. O evento é uma realização em conjunto com a Faculdade de Educação, o NTC - Núcleo de Trabalhos Comunitários, NEPSUC - Núcleo de Estudos e Pesquisa em Segurança Urbana e Cidadania e a Pastoral Universitária. Abertura no TUCA - Rua Monte Alegre, nº 1024 as 8h e Abertura dos Trabalhos no Teatro Tuca - das 8 às 11h – Continuação dos Trabalhos Rua Ministro de Godói, nº 969 – 3º andar; Sala 239 até as 17h
A Conferência Livre é uma etapa das atividades, desenvolvidas em âmbito nacional desde 2008, e visa subsidiar a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública que acontecerá em agosto na cidade de Brasília orquestrada pelo Ministério da Justiça, Senasp e Renaesp, hoje, a conferência, configura como espaço onde diversos setores da sociedade podem; participar, debater, aprofundar e assim construir elementos fortalecedores através de uma relação dialógica para a formulação de diretrizes para um novo paradigma de Política Nacional de Segurança Pública.

A reflexão histórica
Há pouco mais de trinta anos o movimento estudantil reunidos em diversos campus protestavam contra a ação arbitrária da policia que visava impedir a realização do encontro nacional dos estudantes. O campus da PUC/SP foi cenário de violenta repressão policial. Homens do batalhão de choque da polícia militar, comandados pelo então secretário de Segurança Pública Cel. Erasmo Dias, invadiram as dependências da universidade mais de 3 mil pessoas entre estudantes muitos em salas de aulas, professores, funcionários e visitantes foram detidos, muitos espancados. O episódio jamais fora esquecido e no decorrer dos anos submerge e reluz com força nas discussões internas e nos diversos centros acadêmicos espalhados por todo o campus. A ferida ainda está aberta. E não é pra menos. As cenas de horror jamais serão apagadas da história e aquela noite ficou registrada na memória como “a noite de inferno e triunfo” pois a invasão da PUC-SP foi mais uma tentativa fracassada de amordaçar a classe estudantil e criar um clima de insegurança. Tratava-se de uma manobra sem efeito devido ao já desgastado “modus operandi” imposto pelo monólogo e arbitrariedade que horrorizavam nos anos de ditadura. A ação só serviu para consolidar a derrocada dos já fragilizado alicerce do regime de opressão política.
O movimento estudantil tem sua marca histórica como um dos pioneiros a levantar bandeira contra a ditadura militar abrindo caminhos para realizações de greves e mobilizações que colocaram abaixo o regime militar e iniciando todo um processo de redemocratização do país marcada com a campanha pelas eleições diretas já, mudanças na constituição, Impeachment e modelo de democracia participativa.

Novo paradigma um dever acadêmico
No entanto é em 2009 trinta e dois anos depois, que a universidade abre as portas do Teatro TUCA e das instalações acadêmicas para abrigar a Conferência Livre em Segurança Pública, O evento cujo tema é “A contribuição da Universidade na efetivação da democracia participativa na construção de outro paradigma de Segurança Pública: um dever ético político”.
É importante ressaltar que a PUC/SP é desde 2000, através da Faculdade de Educação e por meio do NTC, tornou-se referência na contribuição para formação de profissionais das diversas instituições policiais. Assessora nas políticas públicas municipais em segurança, sob a ótica da concepção dos direitos humanos e da pedagogia libertadora além de promover a política de segurança como matriz para o desenvolvimento integrado, descentralizado e participativo.
A conferência é um diferencial para o fortalecimento da participação cidadã na construção histórica no Estado de Democrático de Direito Brasileiro, pois em nenhum outro momento o poder público, a população, as entidades civis organizadas, as instituições policiais a instituições acadêmicas e os organismos de imprensa, com perfis e vivências bem diferenciados, estão reunidas, imbuídas com o mesmo objetivo em debater um novo modelo de segurança pública.
Nos últimos anos, poucos temas têm despertado tanto o fascínio como a preocupação, nas instâncias públicas e desafiam o Estado e a sociedade brasileira de forma mais urgente e grave como a segurança pública, motivado, em grande medida, pelos índices crescentes da violência e criminalidade.
E hoje mesmo com a complexidade do tema e a pouca familiaridade acerca dos problemas da segurança pública urge a necessidade da problematização das reais causas geradoras de violência e de criminalidade. A violência e a criminalidade têm sido estudadas sob diferentes primas nas ciências humanas e o papel que as políticas públicas desempenham no seu controle faz da segurança uma das principais agendas políticas do país hoje. No entanto aquela segurança pública conservadora que na luta contra a violência e criminalidade sugere que a segurança dos cidadãos se estabelece a partir da punição contra aqueles que entraram na criminalidade, saíram do controle, considerados perigosos e inimigos da lei, já ultrapassou há muito tempo e por isso somente o Estado não pode ser “eleito” como principal e único bastião da segurança pública e detentor de todo poder e não pode ser o único decidir sobre os rumos da segurança pública no país.Cada estado, cada município, cada comunidade e cada cidadão tem suas necessidades e preocupações. Aí reside a importância da conferência onde todos, sem distinção, podem e devem participar deste debate político e propor e aclamar por mudanças capazes de ecoar em ação concreta. Que segurança pública queremos? Requer uma prática plural oriunda da participação pública de todos os setores intervenientes da sociedade e não apenas na ação das autoridades ou confinados nos domínios dos gabinetes.
Por isso a PUC abre as portas para o debate e junto com a sociedade vai discutir as mudanças necessárias e remeter para a etapa nacional. Encaminhar propostas que façam a diferença para construção de uma cidadania baseada no convívio social e quem sabe evitar que, futuramente, outros repressores ao invés de invadir as universidades, as comunidades seja parte integrante dela. Pois aproximar a sociedade dos problemas que tange a segurança pública é tarefa da universidade. È pensando nisso que a PUC através da Faculdade de Educação instituiu o NEPSUC -Núcleo de Estudos e Pesquisas em Segurança Pública e Cidadania. As decisões do que é melhor para a sociedade tem que ser público, franco e aberto, baseado em pesquisa, informação e debates. E esta é a competência e função de uma universidade. O NEPSUC já nasceu com a tarefa de mobilizar atores e trazer para o seio da universidade um debate que nunca deixa de ser recorrente e faz parte da principal agenda política nacional, a segurança pública.
A violência e o crime são fenômenos sócio-políticos e por isso tem que ser encarada no sentido de estudar as necessidades de cada setor dos diferentes segmentos sociais e com a participação ativa de cada cidadão para concretamente construir indicadores sociais com vistas para um novo modelo em segurança pública, contudo balizado pelos princípios e valores de uma gestão integrada.

Convidados para participação:
Dirceu de Melo - Reitor da Pontifícia Universidade Católica/PUC-SP
D. José Benedito Simão - Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. Região de Brasilândia e Representante das Pastorais.
Profª Doutora Maria Stela Santos Graciani – Socióloga pedagoga e educadora social e coordenadora geral do NTC/PUC
Drª Regina Miki – Coordenadora geral da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública
Dr. Francisco Jesus da Paz - 1º Tenente Res PM. Membro do Conselho Deliberativo da Associação dos Oficiais Reserva e Reforma da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Prof.º do Curso de Pós-Graduação em Gestão de Políticas Públicas em Segurança Pública COGEAE – PUC/SP.
Benedito Mariano – Sociólogo e atual Segurança Urbana em São Bernardo do Campo
Renato Simões – Filósofo e especialista em Direitos humano é ex Deputado Estadual por SP
Ariel de Castro – Advogado É Presidente da Fundação Criança de São Bernardo.
e participante do Movimento Nacional dos Direitos da Pessoa Humana.
Ricardo Balestreri – Secretário Nacional de Segurança

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Conferência Livre em Segurança Pública

Conferência livre em segurança pública

A Pontificia Universidade Católica em conjunto com o Núcleo de Trabalhos Comunitários, o Núcleo de Estudo e Pesquisa em Segurança Urbana e Cidadania e a Pastoral Universitária realizarão a Conferência Livre em Segurança Pública com o tema:“A contribuição da Universidade na efetivação da democracia participativa na construção de outro paradigma de Segurança Pública: um dever ético político”.
Dia: 30 de maio de 2009 das 8 às 17 h -
Local de Abretura -Teatro Tuca
Rua Monte Alegre, nº 1024:
Maiores esclarecimentos ligue 11 3864-6503 - email nepsuc@gmail.com ou confsegpublica@pucsp.br

Faça já sua inscrição

sábado, 18 de abril de 2009

Operação Valkiria

O texto abaixo trata-se da reprodução, traduzida para o português brasileiro, do comentário do filme efetuado no site onde o filme está a disposição. Logo abaixo disponibilizo a do filme Vale a pena conferir.

De Bryan Singer
Com Tom Cruise, Kenneth Branagh, Bill Nighy, Tom Wilkenson
Todos os anos surgem nas salas de cinema mundiais, obras cinematográficas baseadas ou inspiradas em histórias verídicas da Segunda Guerra Mundial. O ano de 2008 não foi exceção e também nos apresentou diversos filmes que resgataram a temática da guerra mais sangrenta e violenta do século passado. Entre esses títulos encontra-se “Valkyrie”, uma co-produção Alemã e Americana que nos leva até aos bastidores do Terceiro Reich para nos desvendar os segredos da Operação Valquíria, uma tentativa frustrante de Golpe de Estado levada a cabo por forças da Resistência Alemã com o apoio de algumas altas patentes do Terceiro Reich.
A principal figura desta fracassada operação/conspiração foi o Coronel-Conde Claus Schenk Graf von Stauffenberg (Tom Cruise), um orgulhoso nacionalista alemão que sempre foi fiel ao seu país mas que após ver Hitler precipitar a Alemanha e a Europa no caos, começa a acreditar que é preciso passar à ação e travar o líder da Nacional-Socialista Alemã.
Em 1942, Stauffenberg junta-se em segredo à Resistência Alemã Anti-Hitler, para começar a desenvolver os primeiros planos contra a vida do Fuhrer contudo uma série de infelizes acontecimentos impede a execução concreta e eficaz do ataque, no entanto, um ano mais tarde e após Stauffenberg regressar do Norte de África, onde sofreu várias lesões físicas, começam a delinear-se os preparativos concretos da Operação Valquíria. Após um ano de intensivo planejamento, Stauffenberg avança finamente com a Operação Valquíria na manhã de 20 de Julho de 1944, mas uma série de coincidências infelizes protege Hitler do atentado e automaticamente condena os seus autores à morte.A história real da Operação Valquíria é muito mais complexa do que aquela que é apresentada em “Valkyrie”, uma obra que apenas apresenta os traços gerais da conspiração e sempre através da perspectiva de Stauffenberg, no entanto temos que aceitar essa versão dos fatos porque não estamos perante um documentário mas sim perante um thriller que tem como objetivo principal apresentar uma história recheada de suspense e tensão que capte a atenção do espectador. O maior problema de “Valkyrie” reside precisamente nesse ponto, apesar de só apresentar as partes fatídicas da operação, o filme não consegue incutir um ambiente tenso em redor dos avanços e recuos da conspiração. Durante duas horas o filme limita-se a recontar uma história amplamente conhecida do público, sem lhe conferir uma réstia significativa de emoção que a torne apelativa do ponto de vista sócio-psicológico. Na minha opinião, esta ausência latente de emoção e ação prejudica todo o conceito narrativo do filme que desta forma, limita-se ao relato de fatos de forma seca e impessoal, algo que desde logo cria demasiadas semelhanças com um documentário histórico que apenas visa o apuramento concreto dos fatos. Seria de esperar que um filme deste gênero concedesse uma maior prioridade ao lado humano da história mas tal não aconteceu.
A falta de subjetivismo das personagens e da própria história afetou irremediavelmente os vários diálogos políticos e românticos presentes no filme, estes são demasiado mecânicos e superficiais, o que obviamente impede a exteriorização de uma mensagem sentida e reveladora do caráter e personalidade das diversas personagens que integram a história do filme.É óbvio que a fama desta história e o prévio conhecimento do seu final pode tornar o filme menos interessante mas também é verdade que no passado várias obras sobre temáticas igualmente famosas (Elizabeth, Downfall, Marie Antoinette) conseguiram oferecer ao público um drama pessoal/coletivo apelativo e digno. Essas obras apostaram no lado humano sem descurar o lado histórico, conseguindo assim, harmonizar os dois aspectos fundamentais num enredo completo e capaz de agradar ao público que não procura uma lição de história. Apesar de raros, consegui encontrar alguns momentos iminentemente pessoais nessa obra, o mais visível encontra-se no inicio do filme onde Stauffenberg vive um breve dilema entre o dever de servir o seu governante e o dever de tentar criar uma Alemanha melhor. Mesmo com a presença destes pequenos “achados”, continuo a acreditar que faltou a esse “Valkyrie” uma construção narrativa mais criativa e emocional.À parte da imperfeição narrativa, encontramos em “Valkyrie” alguns atrativos que incluem o elenco e todos os aspectos ligados ao visual e ambiente do filme. O elenco é liderado por Tom Cruise que conseguiu sobrepor-se às polêmicas da sua vida privada, para arrancar uma prestação bastante plausível e interessante que nos recorda o Tom Cruise de outros tempos. Para além de Cruise, “Valkyrie” também contou com os serviços de um competente e talentoso elenco secundário que apoiou na perfeição o protagonista. O outro grande atrativo do filme está nos seus cenários e adereços, maravilhosamente recriados e inseridos no espírito da época. Esta preocupação ao nível visual e histórico dos adereços e localizações, permitiu um encaixe perfeito no ambiente da Segunda Guerra Mundial.Feitas as contas, “Valkyrie” custou aos estúdios MGM cerca de 90 milhões de dólares. Um valor/ investimento demasiado alto para um filme que apenas roça o aceitável. O principal responsável por esta quebra nas expectativas é sem dúvida o argumento que não foi devidamente desenvolvido ao nível humano e psicológico.

sábado, 4 de abril de 2009

Motoboys: conceitos e visões

Os diferentes olhares voltados para o motoboy na imprensa, na universidade e na sociedade

O trânsito é um dos pontos centrais no sistema de funcionamento das grandes cidades. As ruas estão marcadas pela disputa de espaço entre veículos – ônibus, carros, motos, bicicletas - e pedestres. Diariamente, esta disputa provoca estresse e ansiedade nos habitantes do espaço urbano. Não raro, produz vítimas e prejuízos econômicos. Em uma metrópole como São Paulo, estes problemas são potencializados pela quantidade de pessoas e veículos em circulação e também pela pressa característica da vida moderna. Veja texto na integra em: http://www.fundacentro.gov.br/dominios/CTN/anexos/teses_pdf/MonografiaMotoboys.pdf

segunda-feira, 23 de março de 2009

Segurança Pública. Agenda coletiva e nacional


Segurança Pública – Agenda coletiva e nacional
Nos últimos anos, poucos temas têm despertado tanto o fascínio como a preocupação, nas instâncias públicas e desafiam o Estado e a sociedade brasileira de forma mais urgente e grave como a segurança pública, motivado, em grande medida, pelos índices crescentes da violência e criminalidade.
A violência e a criminalidade têm sido estudadas sob diferentes primas nas ciências humanas e o papel que as políticas públicas desempenham no seu controle faz da segurança uma das
principais agendas políticas do país hoje. No entanto a segurança pública conservadora, na luta contra a violência e criminalidade, sugere que a segurança dos cidadãos
se estabelece a partir da punição contra aqueles que entraram na criminalidade, saíram do controle, considerados perigosos e inimigos da lei. Por isso o Estado sempre foi “eleito” como principal e único bastião da segurança pública e detentor de todo poder. Segundo Bismael B. Moraes. (...) o estado é uma criação intelectual do ser humano para manter o equilíbrio social e servir a coletividade. Entretanto, este mesmo Estado e sua complexa máquina nos três poderes, depende da consciência e vontade das pessoas(...)” O autor simplifica neste recorte que o Estado não pode ser o único decidir sobre os rumos da segurança pública no país, cada estado, cada município, cada comunidade e cada individuo tem suas necessidades e preocupações.
O curso proposto é um elemento fundamental para abrir as janelas da ampliação ao tema e contribuir na promoção das mudanças de paradigmas necessárias para realmente concretizar ações cidadãs para nossa história recente.
Hoje está havendo uma ressonância para mudanças no paradigma para buscar enfrentar os problemas da violência e criminalidade em conjunto porque a atuação do Estado só é possível através do contado direto com a comunidade, conhecer seus problemas e anseios para melhorar o convívio social. Somente assim tenderá a espelhar o modo de agir de toda ação de segurança pública.
O livro, em produção, trará elementos, apresentados no curso desses, “modus operandi” coletivo para realmente criar novo modelo de política de segurança pública.